ACM Neto e Jerônimo Rodrigues apostam em ex-prefeitos, vereadores e candidatos derrotados para ampliar capilaridade no interior baiano

Nas eleições de 2026, ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) apostam em um fator que já decidiu a corrida pelo governo da Bahia no passado: a chamada "banda B", termo usado na política baiana para lideranças — ex-prefeitos, vereadores e candidatos derrotados em disputas municipais — que não ocupam cargos no Executivo, mas mantêm capacidade de mobilização local. Jerônimo reuniu neste mês mais de 200 ex-prefeitos aliados em Salvador, enquanto ACM Neto articula apoios estratégicos como os dos ex-prefeitos de Juazeiro e Itapetinga. O exemplo mais citado é o de 2006, quando Jaques Wagner venceu em 229 dos 417 municípios baianos mesmo tendo o apoio formal de apenas 55 prefeitos — resultado atribuído à capilaridade de lideranças fora da estrutura oficial. Cientistas políticos avaliam que essa "banda B" pode pesar especialmente em cidades pequenas e médias, onde diferenças de poucos votos alteram o resultado estadual.

Fonte: A TARDE